Representantes da Santa Casa Recife prestigiam formatura dos Agentes Populares de Saúde 

Na tarde desta quarta-feira (21/7), 717 pernambucanos da Região Metropolitana do Recife, interior e sertão do Estado receberam a certificação do Curso de Formação de Agentes Populares de Saúde, que nasceu com o intuito de capacitar voluntários para contribuir com a redução das desigualdades sociais que foram potencializadas durante a pandemia de Covid-19. A Santa Casa de Misericórdia do Recife, a Arquidiocese de Olinda e Recife e diversas outras instituições e movimentos sociais apoiam o projeto, que integra as ações da Campanha Mãos Solidárias, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Pernambuco.

A cerimônia de formatura, restrita a poucos convidados, aconteceu na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e contou com a presença do superintendente geral da Santa Casa Recife, Amaro Lins, e do presidente de honra da Santa Casa Recife e arcebispo metropolitano de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido. “Após uma participação intensiva, vocês agora são agraciados com esse certificado, que será um bem para vocês e para toda a comunidade da qual vocês participam. Expresso a nossa satisfação e alegria em fazer parte desse movimento Mãos Solidárias. Eu vejo, realmente, em tudo o que escutei hoje, desde o início, a mão de Deus”, disse Dom Fernando, na cerimônia.

O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, certificou apenas 22 Agentes Populares de Saúde (APS) representando os 717 que se formaram. Os APS estão atuando em suas comunidades propagando ações educativas no enfrentamento à pandemia da Covid-19 e suas consequências, buscando a organização popular e solidária local. O Educandário Santa Tereza, em Olinda, foi a unidade da Santa Casa que recebeu o curso e a voluntária Caline Maria da Silva, moradora do V8, foi uma das participantes. “Aprendi a importância que as comunidades têm neste momento. Estamos juntos nessa luta para salvar vidas. Agradeço muito a Santa Casa por ajudar nossas famílias nesse momento de dificuldade”, conta Caline, que é mãe de uma das crianças atendidas pela Santa Casa. O curso de extensão da UFPE teve 20 horas de carga horária e foi ministrado pela professora Paulette Albuquerque, com colaboração da Fiocruz-PE e da UPE.

Fotos: Ascom UFPE / Anderson Lima