Abril Azul: conheça a história de Chico

Todos nós temos características próprias, semelhanças, formas distintas de viver e ver o mundo. Temos um universo dentro de nós. Com Chico, 6 anos, não é diferente. Ele tem um universo todo especial dentro dele. Filho da colaboradora Paula Fellows, Chico foi diagnosticado aos três anos com transtorno do espectro autista (TEA), uma condição neurológica bastante complexa e que pode se manifestar de inúmeras formas. No pequeno Chico, o autismo fez desenvolver uma grande sensibilidade auditiva e tátil. Ele é carinhoso, mas não gosta do toque. Quando o assunto é alimentação, é bem seletivo. Se quiser papo com ele, esteja preparado para as palavras mais rebuscadas. Dentro do seu universo não cabem metáforas. Mas cabe muito amor e cuidado. Junto com seu irmão mais novo, Antônio, ele torna completo o universo de Paula.

“Quando a gente recebeu o diagnóstico de que ele era autista, eu confesso que foi difícil ouvir. Mas, ao mesmo tempo, foi importante para a gente pesquisar sobre, entender o que era o autismo, para poder ajudá-lo da melhor forma possível. Procuramos profissionais que pudessem nos ajudar nessa condição. Chico fez psicoterapia, depois veio uma terapeuta ocupacional e uma fonoaudióloga. A gente procurou uma neuropediatra também”, conta Paula.

Hoje, Chico tem sua autonomia e um universo gigante dentro dele, pronto para ser explorado. É uma criança inteligente, criativa, curiosa, sensível. Adora conversar e gravar vídeos (poderia até investir na carreira como “blogueirinho”). A mãe é só orgulho e faz questão de conscientizar sempre que pode sobre o transtorno do espectro autista. “O que eu posso dizer para pais de crianças autistas é que conviver com um autista não é difícil, é o mesmo que aprender a lidar com qualquer outra pessoa. Difícil mesmo é conviver com o preconceito e a desinformação da sociedade”, conta Paula.

O comportamento de Chico não é padrão no autismo. O TEA pode englobar diversos graus de comprometimento em diferentes áreas do conhecimento. O diagnóstico precoce, o empenho das famílias e o combate ao preconceito são os três fatores capazes de gerar resultados muito positivos no crescimento e no desenvolvimento dos indivíduos diagnosticados com TEA. Por isso, o #AbrilAzul busca trazer visibilidade para o tema durante todo o mês. Junte-se à campanha pela conscientização do autismo e compartilhe nossa publicação em suas redes, com a hashtag #AutismoNãoÉDoença.