Uma história de amor e inclusão

A trissomia do cromossomo 21, também conhecida como Síndrome de Down, é uma condição genética causada por um cromossomo extra no par 21. A Down Syndrome International, organização internacional que busca a melhoria da qualidade de vida das pessoas com a Síndrome de Down, criou o dia internacional da Síndrome de Down com o objetivo de conscientizar as pessoas e abranger os conhecimentos acerca dos direitos igualitários e a inclusão de pessoas com a síndrome na sociedade.

O colégio Santa Luísa de Marillac, localizado em Parnamirim, é uma das unidades da Santa Casa de Misericórdia do Recife, e, busca disponibilizar atividades educacionais diversas para atender cada criança da instituição, incluindo-a na sociedade e auxiliando-a na construção de sua identidade. Nadja dos Santos, professora do colégio e mãe de Vinícius Gabriel, de 11 anos, nos contou a experiência de incluir seu filho, que possui a trissomia do cromossomo 21, no âmbito escolar.

Vinícius faz parte do colégio desde os dois anos de idade. Com o estímulo da escola, o garoto admira e adora jogar futebol. De modo geral, praticar esportes promove melhorias na saúde, como o condicionamento cardiorrespiratório, a prevenção do sedentarismo e obesidade infantil. Nas crianças com Síndrome de Down, além dos benefícios físicos que lhes são trazidos, traz também benefícios psicológicos e sociais.

Nadja contou que Vinícius é um menino muito carinhoso, esperto e adora estudar. E para ela, a participação da família é fundamental para o desenvolvimento da criança, com isso, estimulá-lo a frequentar todas as terapias necessárias para que haja um excelente desenvolvimento cognitivo, motor, psicológico e intelectual é de suma importância. “Vinicíus gostar de contar, usar o celular, andar de bicicleta, ir à praia, ir à igreja e também de conquistar as pessoas com suas conversas, é claro, do seu jeitinho”, contou Nadja.
Segundo ela, a relação do menino com os profissionais da escola e os demais alunos é excelente. Todos em prol da inclusão através da troca de ideias e experiências. “A relação de Vinícius com os colegas de sala e os demais alunos da escola, é ótima, pois ele é bem respeitado e incluído no grupo”, disse.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, aponta que em 2018 aproximadamente 300 mil pessoas apresentavam Síndrome de Down. Incluí-los socialmente aumenta as chances de desenvolvimento cognitivo, motor, psicológico e intelectual, não apenas deles, mas de todos que tem a oportunidade de conviver com eles, além de fortalecer o respeito, à diversidade e à inclusão de todos.