Educandários da Santa Casa Recife aderem à campanha contra ‘desafio quebra-crânio’

Quem está por dentro do noticiário da semana, com certeza já ouviu falar do “desafio quebra-crânio”, que tem preocupado pais e educadores. A “brincadeira” consiste em derrubar o colega enquanto ele pula, ou seja, duas pessoas dão uma rasteira na terceira, que cai no chão e pode se machucar gravemente. Em uma variação do desafio, o jovem usa um pedaço de tecido, que pode ser uma camisa, para puxar as pernas do colega e fazê-lo cair. Toda a ação é gravada e publicada nas redes sociais, influenciando outros adolescentes e crianças a entrarem no perigoso desafio.

Dr. Carlos Henrique Queiroz

No intuito de proteger as crianças, as unidades de Educação mantidas pela Santa Casa têm realizado ações para conscientizar sobre os perigos da “brincadeira” de mau gosto. No Colégio Santa Luísa de Marillac, no Parnamirim, Recife, os alunos do 5º ano entraram na campanha e gravaram vídeos, onde repudiam o desafio. Os estudantes do Educandário São Joaquim, em Palmares, também deram o recado e prepararam uma campanha, reforçando a mensagem de que “amigos não deixam cair”.

O ortopedista Carlos Henrique Queiroz alerta que a queda brusca provocada pela rasteira pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e à coluna. “Na queda de costas, pode haver traumatismo craniano e também de coluna vertebral, principalmente a cervical. O jovem pode, inclusive, perder movimentos e ficar tetraplégico. No outro tipo de desafio, em que a queda é frontal, pode ocorrer a fratura de face e dos membros superiores, como punho, cotovelo, pois o instinto é a pessoa se defender e tentar se apoiar no chão”, explica o médico, que atende no Hospital Santo Amaro (HSA), unidade de saúde da Santa Casa Recife, que é referência em Traumatologia e Ortopedia.


Confira a campanha dos estudantes da Santa Casa Recife:
Imagens: Leandro Brandão | Edição: Maúna Produtora