Dia do Voluntariado: voluntários compartilham suas experiências na Santa Casa Recife

Na Bíblia, em Atos 20:35, diz: “Há maior felicidade em dar do que em receber”. Para quem doa seu tempo por uma causa social, a maior recompensa vem dos sentimentos que retornam da ação: sorrisos, afeto, esperança. No Dia do Voluntariado, comemorado nesta sexta-feira (28/08), conversamos com algumas pessoas que dedicam suas vidas a quem mais precisa, sem querer nada em troca.

Juliana Gomes é “palhaçoterapeuta” no HSA

No Hospital Santo Amaro, mantido pela Santa Casa Recife, um grupo costumava chamar atenção pelos corredores, antes da pandemia. O Tripas – Terapia do Riso da Pastoral da Saúde é composto por voluntários que pregam a “palhaçoterapia” e que têm a missão de deixar tudo mais leve por onde passam. A psicóloga Juliana Gomes, uma das integrantes, conta que se apaixonou pelo hospital desde o primeiro momento e que coleciona muitas experiências positivas. “São experiências que com certeza me enriqueceram muito, com os pacientes, que tantas vezes nos trouxeram mais amor do que a gente levava, e com a interação também dos profissionais de saúde, limpeza e segurança que entraram na nossa brincadeira. Estou ansiosa e animada para voltar assim que for possível”, afirma.

Natashy Melo também atua como voluntária e acredita que, com esse gesto, tem a possibilidade impactar positivamente a vida das pessoas. Desde 2011, ela forma atletas de goalball no Instituto de Cegos Antonio Pessôa de Queiroz (IAPQ). Na verdade, é bem mais do que isso: ela ajuda a formar cidadãos. “Ver meus atletas que não andavam sozinhos hoje fazendo faculdade, trabalhando, independentes… Isso não há dinheiro que pague”, comemora. Ela conta que, de professora, acabou se tornando uma aprendiz no IAPQ. “Aqui você aprende a respeitar as diferenças, a entender que a deficiência não é motivo de vergonha, e sim de superação”.

Natashy aprendeu, no Instituto de Cegos, que deficiência é sinônimo de superação

Assim como Natashy, Edmar Sampaio também vê o esporte como uma ferramenta transformadora na vida das pessoas. Desde 2016, ele atua como treinador voluntário no IAPQ. “Temos uma sociedade pautada em preconceitos, que, muitas vezes, limita as oportunidades para as pessoas com deficiência. Então o que me motiva é poder contribuir de maneira ativa, fazendo do meu trabalho mais uma possibilidade para que eles consigam alcançar a inserção social e mais autonomia em seu dia a dia”, pontua.

Transformar a realidade em que vive também é o combustível do empresário André Melo,  um dos fundadores do Anjos Multiplicadores, que atua em Pernambuco desde 2006 realizando campanhas para arrecadar alimentos e brinquedos para pessoas em situação de vulnerabilidade. Durante a pandemia, o grupo realizou ações em três educandários mantidos pela Santa Casa Recife. Ao todo, foram doadas 450 cestas básicas, 1.200 máscaras de proteção e 250 kits de prevenção à Covid-19. “Ser voluntário, para mim, é a forma que encontrei de fazer esse mundo ser um pouco melhor”, diz André.

Anjos Multiplicadores doaram 450 cestas básicas a famílias atendidas pela Santa Casa


Figura querida em um dos abrigos mantidos pela Santa Casa Recife, o psicanalista e psicopedagogo Bruno Severo Gomes é conhecido por “Dr. Felicidade”. Junto aos alunos, Bruno incorpora personagens, dança e ajudar a levar mais alegria para as idosas que moram no Centro Geriátrico Padre Venâncio. A iniciativa faz parte da disciplina eletiva “Felicidade”, que integra a grade curricular da Universidade Federal de Pernambuco. Segundo ele, um dos pilares para você ter felicidade é praticar atos de bondade e de gratidão. “Aqui podemos praticar bastante. A gente pensa que vem trazendo alegria para elas, mas a verdade é que a gente recebe muito mais do que dá”, conclui o professor, que já foi até pauta de uma reportagem do Globo Repórter sobre “Felicidade”.

Para saber como ser um voluntário em uma de nossas instituições, entre em contato pelo telefone (81) 3412-3800.

Texto: Comunicação Santa Casa Recife
Fotos cedidas pelos voluntários