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A criação das Misericórdias No ano de 1498, a rainha Leonor de Lancastre instituiu em Portugal a ordem das Santas Casas de Misericória, hospitais que se formaram a partir de hospedarias à beira das estradas. A função principal das Santas Casas era a prática de obras de caridade, dividindo-se no tratamento dos doentes, auxílio aos presos, socorro aos necessitados e amparo aos órfãos. As Misericórdias no Brasil A Ordem das Santas Casas expandiu-se para a África, Ásia e chegou ao Brasil em 1539, quando foi fundado um hospital em Olinda, Pernambuco. Em 1860, A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia do Recife foi inaugurada, incorporando a Santa Casa de Olinda. Em 1985, existiam cadastradas no Brasil 455 Santas Casas, em praticamente todos os Estados. Santa Casa de Misericórdia de Recife
Em Pernambuco, a prática da Medicina, tanto curativa quanto preventiva, era exercida pelos estudantes nos seguintes hospitais da Santa Casa de Misericórdia: Hospital Pedro II, Hospital Santo Amaro (amobos mediante convênio com a UFPE), Hospital Oswaldo Cruz (convênio com a UPE), Hospital de Alienados (Tamarineira), Hospital Infantil e Maternidade Professor Oscar Coutinho. À medida que o Estado ia assumindo seu papel de cuidar da saúde dos carentes, a Santa Casa foi gradualmente esvaziada nas suas funções assistenciais. Hoje ela permanece na condição de proprietária dos imóveis, transferindo-os, por convênio, à administração do Estado (Tamarineira e Pedro II), da Faculdade de Medicina (Oswaldo Cruz), de fundações privadas (Oscar Coutinho e Infantil), restando sob sua administração direta o Hospital Santo Amaro. Apenas o Hospital Pedro II não cumpre mais seu papel, funcionando hoje como dependências burocráticas da Secretaria Estadual de Saúde.
Os dois primeiros tópicos deste texto foram escritos com base no livro "Meio Milênio das Santas Casas de Misericórdia no Brasil", de Ivo Arzua. |